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Projeto Político Socioassistencial

 

PLANO POLÍTICO SOCIOASSISTENCIAL DA EPESMEL - ILEM
 
1. FUNDAMENTOS SOCIOASSISTENCIAIS
 
1.1 Concepções fundamentais da ação Socioassistencial
 
1.1.1 Concepção de pessoa, família e sociedade.
 
a) Pessoa
A pessoa é um ser de relações que se constrói na interação com o mundo (consigo mesmo, com os outros e com o transcendente). Ser original, único, capaz de desenvolver sua capacidade crítico reflexiva e transformadora.
É um ser social e no convívio comunitário se desenvolve. Traz consigo sua própria cultura, valores e identidade.
 
b) Família
A Família é tida como uma relação marcada pela identificação estreita e duradoura entre determinadas pessoas que reconhecem entre elas certos direitos e obrigações mútuos. Essa identificação pode ter origem em fatos alheios à vontade da pessoa (laços biológicos, territoriais), ou em alianças conscientes e desejadas (casamento, relação estável, compadrio, adoção) ou em atividades realizadas em comum (compartilhar o cuidado de uma criança ou de um ancião, por exemplo). “Família é o conjunto de pessoas unidas, seja por laços consanguíneos, seja por laços afetivos e/ou de solidariedade; é o “espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias” (PNAS 2004). 
Respeitando o referido conceito a fim de não sermos excludentes a partir de nossos valores e princípios, a “família deve ser entendida e vista como espaço de proteção, formação e educação, de amor e perdão, de trocas, de ajuda mútua, de respeito e valorização, de afeto, de paz, de sonhos”... Enfim, um lugar sagrado, seja por laços consanguíneos ou não, é no seio familiar que são transmitidos os valores humanos, morais, sociais e espirituais, os quais servirão de base para o processo de formação e socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. Assim sendo, é fundamental sermos uma bem unida família, como sempre buscou Murialdo. 
 
 
c) Sociedade 
Compreendemos por sociedade o grupo de pessoas organizadas que convivem e se relacionam dos mais diversos modos e culturas. É possível através da ação social, construir uma sociedade onde a convivência entre as pessoas seja pacífica e agregadora. É pela educação que se possibilita o pensar e o agir crítico em sociedade. Enquanto obra social, desejamos que o educando tenha como horizonte uma sociedade capaz de valorizar a pessoa, as relações de gênero, o trabalho e a solidariedade.
 
 
1.1.2 Concepção de educação socioassistencial
 
A educação sociassistencial é um processo que ajuda a pessoa a constituir-se enquanto ser humano. E nesta perspectiva ajuda na transformação da sociedade numa condição mais humana e solidária. A educação sociassistencial é uma proposta pedagógica coletiva (entre toda comunidade educativa – educadores, educandos, família) que leva os atores envolvidos no processo educativo a construírem e reconstruírem saberes para a formação de cidadãos críticos-reflexivos e sujeitos protagonistas de seu agir e que busquem a emancipação de suas vulnerabilidades. 
A educação busca instruir os indivíduos à prática da ética e da cidadania, assegurando a cada indivíduo sua participação plena na sociedade. É o resultado de um fazer coletivo, através da cumplicidade na construção de saberes que levem a formação de sujeitos críticos-reflexivos. 
 
A educação sociassistencial entende que a pessoa torna-se protagonista da sua própria história. É na interação, na relação coletiva que as pessoas vão humanizando o mundo, produzindo cultura e sendo capazes de intervir na realidade através da participação social. 
 
A educação sociassistencial prima pela promoção e a preservação de todo ser vivo. Por meio de ações pedagógicas o respeito as diversidades e as culturas tornam-se realidade. 
 
A educação socioambiental é refletida, discutida e vivenciada nos ambientes educativos. Desta forma são transmitidos conhecimentos de preservação e conservação do meio ambiente e natureza, estimulando a convivência e o respeito entre as pessoas. É fundamental a proposição de ações práticas para que a sustentabilidade seja realidade concreta nas instituições, bem como na formação pessoal dos beneficiários.
 
 
1.1.3 Concepção de educando (Criança,  Adolescente, Jovem)
 
O Educando está em constante processo de desenvolvimento por ser uma pessoal  ser social dotado de relações sociais e inserido num contexto social. Desta forma todos são educandos na medida em que estão em processo de aprendizagem. 
 
 É importante também considerar que cada pessoa atravessa ao longo de sua vida por fases do desenvolvimento físico e psicossocial e que estas fases interferem no processo de desenvolvimento. Vale ressaltar a infância e a adolescência, tendo em vista que esse é o perfil da maior parte do nosso público de beneficiários da ação social. A infância e a adolescência apresentam fases distintas e particularidades que precisam ser conhecidas e respeitadas. Cabe ressaltar, que somente no século XX, com os avanços da medicina, das ciências jurídicas, das ciências pedagógicas, sociais e psicológicas que são descobertas a especificidade da criança e do adolescente e a necessidade de formular seus direitos, que passam a ser tidos como em condição peculiar de desenvolvimento.  
    Educando enquanto pessoa em condição peculiar de desenvolvimento necessita de cuidados do educador. “Cuidamos do mais importante da sociedade: as crianças, e o mais valioso nas crianças: o coração.” Ela necessita da interação com o grupo e da construção de limites, para apropriar-se do mundo que a cerca e para descobri-lo através da aprendizagem. 
Para os educadores da Ação Social Murialdo a criança, o adolescente, o jovem deve ocupar lugar de destaque em tudo o que for pensado e proposto na prática socioeducativa. 
   O adolescente e o jovem, por sua vez, continuam precisando de cuidado e da orientação do educador. Ele busca referências para a sua ação e descoberta do mundo. Está num processo de construção de identidade e autonomia. Apresenta muito potencial cognitivo, porém as transformações hormonais e psicossociais não podem ser ignoradas em seu processo de maturação. 
  O educando vai aos poucos compreendendo que é sujeito de direitos e deveres, assumindo gradativamente responsabilidades próprias de quem foi educado para ser cidadão, exercendo sua cidadania no dia-a-dia. O educando, ao deixar nossa instituição, deverá ter atitudes solidárias frente às realidades sociais, construindo novas relações através da responsabilidade social e do protagonismo, pois só pode educar o coração quem tem o coração educado.
 
1.2 Perfil da ação sociassistencial
 
1.2.1 Filosofia política da ação socioassistencial do ILEM
 
  Nas obras sociais a mística é o motor que move, um princípio que unifica a vida, que motiva, que a dirige, que dá sentido em todos os aspectos. É preciso oportunizar ao educando assimilar valores essenciais a vida.
  O amor, a solidariedade, a empatia, são princípios suliadores da filosofia da ação socioassistencial, atenta aos “sinais dos tempos”.
Busca-se o desenvolvimento integral do ser humano na construção de uma sociedade mais  justa e humanitária.
  A educação social precisa ser instrumento de promoção do protagonismo do público atendido. Este protagonismo precisa ser estimulado, mediado, vivenciado, aplicado em nosso cotidiano. 
 
1.2.2 Identidade dos Espaços Sociais
 
 
  Nas Obras Sociais Murialdo todos os espaços que possuemcaráter pedagógico, sirvam como ambiente saudável para que as crianças, adolescentes e jovens possam se desenvolver de forma integral. 
   Murialdo dizia: as crianças e jovens devem “rezar, brincar e estudar”. Logo, toda obra social deve reservar espaços agradáveis para o cultivo da espiritualidade, respeito ao “estado laico”, para o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, para o permanente aprendizado, e para a convivência e fortalecimento de vínculos.
   As atividades socioeducativas caracteriza-se pelo aprendizado através do lúdico, das expressões culturais (musicalização, teatro, dança, circo, dentre outras), do esporte e lazer, da qualificação e do trabalho protegido. Assim sendo, as atividades “oficinas” realizam-se em espaços condizentes para tal, sendo acolhedores, acessíveis, ter identidade visual (logo marca), segurança, serem organizados e conservados de acordo com o público atendido e a legislação vigente.
 
1.2.3 Perfil do Educador
 
O Educador Social Murialdino, é responsável por criar e fortalecer vínculos; qualificar; sendo referência para as crianças, adolescentes e jovens. É aquele que volta sua atenção e cuidado às crianças, adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social e pessoal, mediando o seu desenvolvimento integral através da pedagogia do amor.
Sendo assim, o Educador Murialdino:
a) Exerce a liderança com humildade, dentro da ética e moralidade com capacidade de acolher as inquietudes das crianças, adolescentes e jovens: sabe ouvir, sabe acolher, sabe amar e respeitar. 
b) Desenvolve uma educação integral – “Educação do Coração” - fundamentada na pedagogia do amor e do diálogo  criando um clima de familiaridade sendo “amigo (a), irmão (ã) e pai (mãe).
c) Guia-se pelos direitos humanos, em direção de um mundo de fraternidade, justiça e paz.
d) É competente para dar resolução ética a problemas e conflitos comuns a faixa etária dos usuários atendidos. Assim, educando mais pelo exemplo que pelo discurso.
e) Promove atitudes de colaboração, de trabalho em equipe e de participação democrática.
f) Participa das reuniões de equipe para o planejamento das atividades, avaliação de processos, fluxos de trabalho e resultado;
g) É capaz de gratuidade e generosidade na sua missão educadora.
h) Sente-se parte da "bem unida família educativa" em atitude de diálogo, colaboração e otimismo.
i) Sabe dar e receber feedback.
j) É ético na condução do processo educativo, assumindo os erros e limitações como possibilidade de crescimento.
k) Percebe, respeita e valoriza a unicidade a as potencialidades de cada educando; motivando-o para o gradual crescimento na formação de sua personalidade.
l) Está comprometido com a vida, o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente.
m) Cuida de sua saúde física, psicológica e espiritual.
n) Observa e empenha-se para crescimento e manutenção do Projeto Político Pedagógico Socioassistencial das obras sociais do ILEM. 
 
1.2.4 Perfil da Equipe Técnica e Administrativa
 
A da Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo deve contar com Equipe Técnica Administrativa constituída por profissionais técnico-administrativos competentes e qualificados no desenvolvimento do seu trabalho. A formação acadêmica, a capacitação continuada, o espírito solidário, o cultivo de valores transcendentes e a valorização das relações humanas para a defesa e garantias de direitos de crianças, adolescentes e jovens serão critérios fundamentais na formação das equipes técnico-administrativas de nossas Obras.
Como educadores sociais denominam-se todos os membros do contexto de serviços de atendimento da rede, cabendo-lhes como requisitos às funções os itens abaixo listados e ainda outros conforme função e formação técnica específica. Requisitos do perfil da Equipe Técnica Administrativa:
a) Competências técnicas da função: conhecimento teórico e prático de conceitos fundamentais dos serviços sócioassistenciais, habilidades técnicas para elaboração de relatórios, preparação de apresentações, avaliação de projetos e estudos de caso, em observância as atribuições de cada cargo ou função, habilidade de administração organização e planejamento do tempo e atividades profissionais, habilidade comunicativa, crítica e conscienciosa que promova a defesa de idéias, a articulação, argumentação e proposições frente à tomada de decisões.
b) Competências interpessoais como: empatia, flexibilidade, proatividade, disponibilidade na prática diária profissional, discrição, bom humor, capacidade de trabalho em equipe, capacidade de gerenciar, conflitos e pressões do fazer profissional.
c) Motivação e disponibilidade para busca constante de aperfeiçoamento, conhecimento, criatividade e inovação.
 
 
1.2.5 Perfil da Socialização – Regras de Convivência
 
A sociedade se organiza através de regras e seu cumprimento. As regras, por sua vez, respeitam os direitos de cada cidadão e promovem a convivência pacífica e libertadora.
As Obras Sociais Murialdo entendem a disciplina como a organização democrática do cumprimento dos deveres e da prática dos direitos de cada profissional, educando ou pessoa que fizer uso de nossos serviços. O estímulo à convivência saudável, ao tom de voz adequado, ao uso de roupas condizentes ao espaço, o respeito mútuo e o zelo pelas dependências são exemplos de regras de convivência no cotidiano institucional.
As Regras de Convivência vistas como normas de conduta, limites e diretrizes contribuirá para que todos - os envolvidos nos serviços prestados - possam  conviver com tranqüilidade e harmonia, respeitando a diversidade humana nas suas várias dimensões e efetivando a inclusão social de acordo com a missão da Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo. 
 
Por isso uma proposta de Regras de Convivência da rede devem:
a) Utilizar o diálogo como instrumento de transformação dos usuários do serviço, familiares e comunidade, consolidando uma ação educativa e preventiva pautada na Pedagogia do Amor e seus desdobramentos.
b) Conscientizar os usuários dos direitos e deveres de cada membro social, promovendo a cidadania e a responsabilidade pessoal e social.
c) Criar e fortalecer vínculos através da relação e convivência entre serviço e usuários diretos e indiretos.
d) Educar para a autonomia e auto-responsabilidade, confirmando os valores propostos nas regras de convivência e nas diretrizes institucionais. 
e) Promover a inserção da família, responsáveis e comunidade no processo de formação de valores e na superação de desafios inerentes ao contexto do público atendido.
f) Usar uma linguagem clara e coerente de acordo com as normas e diretrizes estabelecidas pela Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo (colaboradores e direção).
g) Providenciar os devidos encaminhamentos técnicos e profissionais dos usuários conforme necessidades pessoais e/ou específicas.
h) Proporcionar o cumprimento às responsabilidades do usuário em manter-se assíduo, ativo e em observância às regras e normas do serviço. Em casos de não adesão às atividades dos serviços ou mesmo evasão, dar o encaminhamento disciplinar necessário, sem expor o usuário à situações constrangedoras.
i) Definir e orientar todos os envolvidos no serviço sobre as regras de convivência a serem seguidas.
j) Qualificar e preparar para o mundo do trabalho com vista ao trabalho protegido.
 
 
 
1.2.6 - Perfil da Avaliação 
 
a) Acompanhamento
 
A Ação Social Murialdo compreende por avaliação todo o processo de acompanhamento do desenvolvimento físico-psiquico-social do educando. Da inclusão do educando em nossos serviços, projetos e programas sociais até a sua saída, temos o dever de acompanhar seu desenvolvimento, evolução e superação das vulnerabilidades.
Desenvolvemos intervenções de forma continua e sistemática no processo socioeducativo, com objetivos a serem alcançados, através de mediações nas relações, compreendendo o contexto sociofamiliar. Tal processo implica numa reflexão crítica sobre a prática, no sentido de identificar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar o planejamento de intervenções para superar os desafios. Para isso, utiliza-se de práticas objetivas, e também a análise das situações subjetivas que possam interferir no processo de desenvolvimento psicossocial, de socialização e convivência do educando na sociedade.  Nas práticas objetivas, utiliza-se de critérios como a assiduidade, participação e engajamento dos educandos, educadores e familiares com o Projeto Político Socioassistencial. Já nas práticas subjetivas utilizam-se de instrumentos que propiciem uma reflexão sobre a realidade, construir novos projetos de vida e transformando as relações familiares e comunitárias. 
 
b) Processos de Avaliação
 
A avaliação consiste na reflexão do processo, com a finalidade de analisar os resultados e impactos em relação ao objetivo inicialmente traçado, de forma a dar subsídio para o planejamento e aperfeiçoamento dos Serviços/Programas e Projetos.
A avaliação tem papel fundamental para o incremento das ações realizadas em cada programa e projeto social.
Para produzir resultados concretos, que possam melhorar a concepção de atividades futuras, é preciso avaliar a eficácia de intervenções alternativas e aumentar a responsabilidade pelo resultado, assim atingindo os objetivos propostos.
A avaliação deve contar com a participação de todos envolvidos no processo, educadores, educandos, suas famílias, ocorrendo de forma democrática e participativa. 
Avaliar a eficácia dos programas socioassistenciais é uma forma de mensurar os resultados do trabalho desenvolvido, como também, proporcionar um momento de reflexão aos educandos, familiares e educadores, de modo a estimular o desenvolvimento de sujeitos protagonistas de suas histórias e da transformação de uma sociedade solidária.
 
 
c) Quanto a critérios de monitoramento e avaliação
 
Monitoramento compreendido como o acompanhamento contínuo, cotidiano na execução das ações, em relação aos seus objetivos e metas, de modo a gerar informações que permitam a tomada de medidas corretivas para aprimorar a operacionalização dos programas/serviços.
Os processos de avaliação e monitoramento devem ser utilizados para a resolutividade das ações, para avaliar a qualidade dos serviços/programas e os processos de trabalho. Assim, o planejamento de reuniões periódicas com as equipes de trabalho permite a construção coletiva de critérios claros de monitoramento e avaliação de cada serviço e programa social. 
Avaliar a eficácia dos programas socioassistenciais é uma forma de mensurar os resultados do trabalho desenvolvido, como também, proporcionar um momento de reflexão aos educandos, familiares e educadores, de modo a estimular o desenvolvimento de sujeitos protagonistas de suas histórias e da transformação de uma sociedade melhor, justa e solidária.
O acompanhamento deve ser efetuado a partir de indicadores concretos e de acompanhamento dos serviços.
Realizar efetivamente a vigilância social.
 
 
1.2.7 Perfil da Educação – “Educação do Coração” 
 
A proposta de Murialdo da “educação do coração” foi fundamentado sobre uma ideia do bispo francês Felix Dupanloup (1802-1878: “a tarefa do educador é confiado o que há de mais precioso na sociedade, ou seja, as crianças; aquilo que há de mais precioso nas crianças, o coração. Não tanto o externo, o comportamento visível, o trabalho, a escola, mas o interno, o coração, a religião e a educação dos sentimentos”). (Scritti di Murialdo, IV, p. 326)
Educar o coração é educar para o humano: é humanizar. É favorecer para que a pessoa se transforme e desenvolva suas potencialidades, assuma valores, abra-se para a solidariedade e comprometa-se como cidadã na construção da sua comunidade. Não se trata de uma educação superficial, pelo contrário, quer atingir o íntimo dos educandos. Educar o coração, portanto, é educar a pessoa inteira.
Na teologia, o coração é o lugar da misteriosa ação de Deus na pessoa. É onde acontece a experiência do religioso, da moral. É o centro da pessoa. 
 “Os jovens de hoje serão os cidadãos de amanhã. Como hoje são educados, assim serão na sociedade. Se fizerdes os jovens crescerem, instruídos, virtuosos, piedosos, educados, tereis amanhã cidadãos sábios, virtuosos, artesãos, honestos... Se, contentes com dar conhecimentos científicos à mente, e não lhes educardes o coração e os deixardes privados de princípios religiosos, tereis anarquistas”. (Murialdo)
“É um grande dom de Deus ter um belo caráter, ter um bom coração. E tem um bom coração quem é de coração afetuoso, terno, que sabe querer bem, que é gentil com os outros e sabe ajudá-los”. (Murialdo)
Por isso, compreendida como um conjunto de ações e princípios, a “Educação do Coração”:
 
a) É um gesto profundo de amor. Um amor que se faz acolhida, presença, escuta e afeto, que cura as feridas e acompanha paciente e gradualmente o crescimento até a maturidade, na qual o jovem é protagonista.
b) É o amor que faz entender que os erros são como possibilidades novas de acolhida, de descobertas e de oportunidades para o crescimento.
c) É mostrar os caminhos, apontar saídas; ajudar o educando a perceber-se como uma obra de amor.
d) É fazer com que os educandos descubram nos educadores alguém que, ao ensinar, quer amar. Assim, a educação passa a ser um processo de aprendizagem mútua, cheia de ternura, de bondade, fundamentada no diálogo.
e) É Fundamentada na certeza profunda, descoberta por Murialdo, de que Deus nos ama com amor "infinito, pessoal, atual, terno e misericordioso".
f) É levar o educando a ter um olhar mais cuidadoso para o com próximo e o meio ambiente.
g) É refletir e participar da construção de uma sociedade solidária.
h) É comprometer-se com a formação crítica, por meio de processos participativos e relações democráticas.
i) É instrumentalizar o educando para lidar com os avanços tecnológicos e para o mundo do trabalho.
j) É elevar a autoestima e desenvolver a resiliência.
k) É fazer com que educadores e educandos sejam pessoas de respeito mútuo e usem as “palavras assertivas” em suas interlocuções.
 
 
1.2.8 Perfil dos educandos que se pretende formar
 
Os educandos devem desenvolver :
a) Capacidade de análise da realidade para identificar as necessidades reais e buscar possíveis soluções;
b) Autoconfiança e auto-estima;
c) O protagonismo;
d) O pertencimento social e comunitário;
e) A primazia da vida humana sobre os aspectos materiais (priorizando o ser sobre o ter);
f) O senso crítico;
g) A capacidade de mediar conflitos;
h) Suas ações e relacionamentos na ética, na moralidade e na justiça;
i) A autonomia;
j) A participação social e cidadã.
 
 
 
2. PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO INSTITUTO LEONARDO MURIALDO
 
 
TEMA 1 – PRIORIDADE DE ATENDIMENTO E ACESSO A BENEFÍCIOS
 
PRINCÍPIO I : Supremacia ao atendimento considerando a vulnerabilidade , risco social  e pessoal,  e  situação  socioeconômica. 
 
 DIRETRIZES:
a) Acessar e usufruir de serviços, projetos e programas de qualidade.
b) Ter atenção voltada às necessidades sociais, considerando  a vulnerabilidade e risco social e pessoal, e a violação de direitos como critério para atendimento. 
c) Observar a situação socioeconômica  como fator a ser considerado na seleção dos usuários.
d) Orientar as famílias e  usuarios quanto a garantia de direitos e deveres.
e) Encaminhar a Rede Socioassistencial e as demais políticas públicas.
 
PRINCÍPIO II: A centralidade do atendimento do ILEM é a criança, adolescente, jovem e seus núcleos familiares.
 
DIRETRIZES:
a) Observar a individualidade e as particularidades de cada usuário e seu núcleo familiar, bem como seu contexto socioeconômico e cultural.
b) Dar a atenção aos usuários e suas famílias promovendo uma educação compartilhada e comprometida.
c) Promover ações que oportunizem o fortalecimento de vínculos e a convivência entre usuários, família, instituição e comunidade.
d) Preparar para o mundo do trabalho e para o trabalho protegido.
 
 
TEMA 2 – PEDAGOGIA DO AMOR E PRÁTICAS SOCIOASSISTENCIAIS
 
PRINCÍPIO III:  A prática educativa socioassistencial é um processo de comunhão, interação  e participação. 
 
DIRETRIZES:
a) Envolver educadores e educandos no processo de construção da política socioassistencial.
b) Incentivar o educando para assumir responsabilidades.
c) Aprender a respeitar o processo de crescimento das crianças / adolescentes / jovens: a evolução do seu método de aprendizagem, a aquisição de convicções, a liberdade em suas ações;
d) Saber conviver no desenvolvimento de atividades educativas com as crianças, adolescentes, jovens e suas famílias: ser “amigos, irmãos e pais”.
e) Participar efetivamente na programação, realização e avaliação dos serviços e programas sócio-assistenciais.
f) Educação para a solidariedade, para ações que produzam o trabalho em rede, capazes de sobrepor-se a práticas fragmentadas. 
g) Educar para o cooperativismo, empreendedorismo e qualificação profissional.
h) Garantir o acesso ao ensino regular (combate a evasão escolar).
i) Exercitar a vivência social: ética, dicção clara, linguagem adequada, postura,  cuidados pessoais, respeito e ajuda mútua para lidar de forma construtiva com limites/potencialidades e dificuldades/superação. 
j) Desenvolver o respeito e cuidado com a vida de si próprio, do outro em sua dignidade, bem como do meio ambiente.
 
 
PRINCÍPIO IV: A formação e o desenvolvimento da consciência crítica é de grande valor para o exercício da cidadania e combate a massificação.
 
DIRETRIZES:
a) Desenvolver uma postura crítica reflexiva em relação aos meios de comunicação social, bem como frente a sociedade consumista, individualista e utilitarista, refletindo com o educando, a família e a instituição.
b) Ampliar o acesso as informações principalmente no que se refere ao reconhecimento de direitos e deveres do ser humano na sociedade.
c) Promover atividades que possibilitem, além do desenvolvimento da consciência crítica, uma postura cidadã e participativa.
d) Fortalecer conceitos como democracia, direitos humanos, civis e políticos, respeito por si e pelo outro na busca de uma sociedade mais democrática e igualitária.
 
PRINCÍPIO V: A educação integral  busca a síntese entre fé, política, ciência, cultura e vida.
 
DIRETRIZES:
a) Reconhecer e valorizar as potencialidades de cada indivíduo, respeitando sua história e realidade social.
b) Fomentar conceitos como solidariedade, espiritualidade e fraternidade visando a formação humana e desenvolvimento pessoal das crianças, adolescentes e jovens.
c) Apoio sistemático a uma educação integral e voltada para a vida.
d) Formação, especialmente do educador, para o sentido da vida e seus valores.
e) Conscientização e formação política.
f) Orientar e oportunizar a participação em espaços de política pública para a criança, adolescente e juventude.
g) Valorizar e participar dos espaços culturais dentro e fora da Instituição para formação cidadã.
h) Oportunizar aos educandos de forma ecumênica momentos de expressão e vivência espiritual.
 
 
PRINCÍPIO VI: A educação para afetividade e sexualidade ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais das crianças, adolescentes e jovens visando o respeito a diversidade de gênero, etnia e raça.
 
DIRETRIZES:
a) Partir do pressuposto de que as emoções são parte do processo da formação humana.
b) Oportunizar um espaço de discussão e reflexão sobre a diversidade de gênero, etnia e raça. 
c) Respeitar e valorizar a diversidade de crenças  e valores de cada ser humano.
d) Desenvolver e/ou aprimorar as habilidades sociais para uma convivência pautada no respeito.
e) Trabalhar com as diferenças criando maneiras de inclusão e igualdade, sem discriminação e pré-conceito.
 
PRINCÍPIO VII: A arte, o lúdico, o lazer e o esporte são elementos que contribuem para a socialização, interação, inclusão e intervenção socioassistenciais.
 
DIRETRIZES:
a) Promover, acompanhar e avaliar dos educandos nas atividades esportivas, artísticas e culturais.
b) Desenvolver potencialidades, habilidades e talentos através de atividades artísticas, esportivas e culturais. 
c) Estudar, conhecer, vivenciar e memorizar os valores culturais de sua região.
d) Delegar funções de animador e organizador de jogos grupais.
e) Despertar para a criatividade e mútua colaboração.
f) Incentivar a prática de leitura de uma forma criativa e agradável (hora do conto; lendo e brincando...)
g) Praticar regularmente essas atividades para a promoção da saúde, bem estar, confiança e autoestima.
h) Preparar para o mundo do trabalho.
i) Qualificar e promover a aprendizagem profissional.
 
 
TEMA 3 – FORMAÇÃO CONTÍNUA  E “ATENÇÃO AOS SINAIS DOS TEMPOS”
 
PRINCÍPIO VIII: A  inovação e a capacitação contínua são indispensáveis para a qualificação dos serviços prestados e aperfeiçoamento metodológico.
 
DIRETRIZES:
a) Incentivar e apoiar à inovação e à renovação constante dos métodos e técnicas.
b) Equipar os espaços com inovações e ferramentas tecnológicas.
c) Orientar para o espírito de busca, de pesquisa e de conhecimento.
d) Promover constantemente a avaliação, a auto-avaliação e o replanejamento.
e) Ter disposição para a aquisição de novas experiências.
f) Confrontar das contradições e conflitos  à luz dos valores humanos e da filosofia da Instituição.
g) Buscar uma constante atualização intelectual e profissional, fundamentada nos princípios éticos e institucionais.
h) Interpretar e reler a realidade com senso crítico para acolher os novos desafios e apontar para soluções criativas.
i) Educar para a imprevisibilidade, o inesperado, e superação das desproteções e violações de direitos.
j) Qualificar os colaboradores à partir de um plano de formação interna bem definido e também apoiando sua capacitação em espaços externos conforme área de atuação.
k) Incentivar a participação em Cursos a Distância  - EAD Murialdo.
l) Atualizar constantemente o acervo da biblioteca.
 
PRINCÍPIO IX: O educador social é facilitador e provocador no processo de convivência, ensino-aprendizagem e avaliação.
 
DIRETRIZES:
a) Ser prudente e ético nos atos e nas palavras, transmitindo alegria e positividade.
b) Usar estratégias de aproximação com tom de voz adequado e equilíbrio e de forma gradual.
c) Utilizar métodos que promovam o protagonismo do educando.
d) Estimular a boa convivência e o respeito a diversidade.
e) Usar a prática pedagógica que incentive à descoberta e a construção do saber, e que provoque a reflexão, a compreensão e a transformação da realidade.
f) Proporcionar momentos de reflexão, de avaliação e auto-avaliação, de apontar soluções e/ou propostas para melhoria da convivência e aprendizagem.
g) Adequar a linguagem, o conteúdo e a metodologia ao meio sócio-econômico e cultural do educando.
h) Participar de momentos formativos promovidos pela rede de proteção dos Direitos das Crianças e Adolescentes, para aprimoramento da metodologia e adequações conforme sistema de avaliação e monitoramento.
 
PRINCÍPIO X – A educação sócioassistencial de qualidade está no ‘aprender a conhecer’, no “aprender a fazer”, no “aprender a conviver” e principalmente no “aprender a ser” que é fruto do desenvolvimento integral da  pessoa nas dimensões do corpo, psique e espírito.
 
DIRETRIZES
a) Tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente.
b) Educar para uma postura crítica diante da cultura massificada, vulgarizada e banalizada.
c) Educar para o uso dos sentidos, pois o prazer dos sentidos só existe na justa medida; tudo que é exagerado gera desprazer.
d) Desenvolver o sentido e as expressões para as janelas da beleza, da estética e da poesia.
e) Desenvolver a sensibilidade solidária: olhar com atenção, respeitar e fazer o bem ao outro.
f) Desenvolver a auto-confiança e o poder pessoal através do conhecimento de si mesmo, do controle e da responsabilização no campo das emoções, do saber fazer escolas e  do lidar com os problemas de forma positiva e construtiva.
g) Desenvolver o “bem querer” e o amor  como elementos de coesão e formação da equipe educativa o amor à criança, adolescentes e jovens e à missão educativa.
h) Atenção e cuidado com as necessidades básicas e fundamentais do ser humano.
i) Acentuar o valor do “ser” pela descoberta de si, de seus talentos, de suas possibilidades nos diferentes campos da estética, do saber, das artes, das habilidades, das técnicas, das relações humanas.
j) Ajudar a ver e perceber o ser humano como único, portador de valores e dons, com a missão de cuidar e zelar por todas as coisas.
 
 
PRINCÍPIO XI - A valorização profissional da categoria é uma conquista contínua de cada educador e do conjunto das ações de sua equipe.
 
DIRETRIZES:
a) Acompanhar as condições físicas e emocionais dos educadores.
b) Desenvolver uma boa comunicação e diálogo, de forma constante,  entre gestor e colaborador acerca de seu desempenho, como oportunidade de escuta e avaliação em vista da qualificação profissional.
c) Manter política salarial em consonância com os princípios da obra social e o mercado local (Plano de cargos e salários)
d) Incentivar e contribuir para a capacitação permanente dos colaboradores.
e) Fazer seleção de pessoal qualificado e de acordo com a filosofia da Instituição.
f) Delegar funções e tarefas em espaços estratégicos da instituição, envolvendo a equipe educativa e profissionais competentes.
 
 
TEMA 4 – INTEGRAÇÃO “BEM UNIDA FAMÍLIA – FAMÍLIA EDUCATIVA”
 
PRINCÍPIO XII – A unidade e reciprocidade de pensamento, de ação e de amizade propicia a formação e fortifica a família educativa.
 
DIRETRIZES:
a) Buscar o conhecimento recíproco e personalizado  e o diálogo aberto entre os integrantes da equipe  educativa, qualifica a acolhida do educando.
b) Ser presença educativa no convívio com os educandos.
c) Ter planos de trabalho/ação como garantia de  atendimento socioassistencial de qualidade aliada a pedagogia do amor.
d) Envolver famílias dos educandos na ação educativa;
e) Favorecer momentos de convivência informal entre os colaboradores.
f) Celebrar datas importantes, vitórias e conquistas da equipe.
g) Ser um colaborador que acolhe o outro e se interessa em formar equipe.
h) Fazer da avaliação pessoal uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento de habilidades e competências.
i) Ter equilíbrio na dimensão humana/afetiva, expressando doçura nos sentimentos, nas palavras e no trato,  e sendo paciente, na certeza que Deus acolhe a todos com ternura e amor misericordioso. 
 
PRINCÍPIO XIII – As ações socioassistenciais visam contribuir para o exercício de  experiências vinculantes e solidárias e ao ao mesmo tempo de autonomia.
 
DIRETRIZES:
a) Oportunizar e vivenciar experiências  que contribuam para a construção de projetos de vida individuais e coletivos.
b) Educar para a capacidade de administrar conflitos, divergências, situações que gerem violência, compartilhando outros  modos de pensar, agir e atuar.
c) Ajudar na descoberta do valor próprio e do valor do outro.
d) Assegurar informações sobre direitos e deveres sociais, civis e políticos.
e) Desenvolver a arte e o esporte em equipe como facilitadores da integração e obtenção de objetivos comuns. 
f) Praticar a disciplina preventiva e dialogante como ato contra a dispersão, desintegração e exclusão.
g) Sensibilizar os educandos para a prática de atitudes de inclusão e de igualdade, sem discriminações, preconceitos ou exclusões da vivência grupal.
h) Buscar desenvolver a solidariedade em favor de lutas por mais democracia, igualdade, respeito aos direitos humanos e às diferenças.
 
 
 
TEMA 5 - DISCIPLINA
 
PRINCÍPIO XIV: Para uma boa convivência e um processo educativo eficiente e eficaz é  condição primordial  a disciplina, que se expressa principalmente na definição das competências e normas institucionais, expressas com flexibilidade.
 
DIRETRIZES:
a) Fomentar entre os educandos e comunidade em geral atitudes de respeito aos educadores, funcionários e colegas no ambiente educativo.
b) Educar para a escuta e interação lembrando da premissa de São Leonardo Murialdo: “O barulho não faz bem, e o bem não faz barulho”. 
c) Estabelecer regras claras e objetivas para facilitar a convivência, com um pacto fundamentado nos princípios da ética social.
d) Deixar claro as normas acerca dos serviços sociais prestados na Instituição.
e) Envolver a família na resolução de questões que dizem respeito à ética do comportamento e às condições físico-psicológicas dos educandos.
f) Solicitar o acompanhamento da família no cumprimento de regras de convivência.
g) Utilizar o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8069/1990) como ferramenta na aplicação de normas e sanções da conduta adequada nas obras sociais.
 
 
TEMA 6 – PROTAGONISMO, CONTROLE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE
 
PRINCÍPIO XV:  O protagonismo infanto-juvenil desenvolvido nas obras sociais do ILEM se concretriza através de criação de espaços e condições capazes de envolvê-lo em atividades direcionadas à solução de problemas reais, atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso. 
 
DIRETRIZES:
a) Envolver os educandos na construção das normas e regras da Instituição.
b) Desenvolver conteúdos e atividades nos programas e serviços socioassistenciais que levem o educando a ser protagonista.
c) Promover o exercício da cidadania incentivando os educandos à participação em fóruns, conselhos, seminários, campanhas e ações cidadãs em seu próprio bairro e/ou comunidade, (dentre outros).
d) Estimular a participação da  família nas atividades e eventos realizados na  instituição.
e) Fomentar  a responsabilidade e o compromisso do  núcleo  familiar como espaço de  acolhida, convívio e autonomia.
f) Conscientizar os colaboradores sobre seus direitos e deveres como agentes de transformação da sociedade. 
g) Educar para o exercício da liberdade responsável.
 
PRINCÍPIO XVI: A ação socioassistencial é planejada e organizada de forma coerente com os princípios  da Instituição e Legislação Vigente.
 
DIRETRIZES:
a) Elaborar de planos de cada ação  conforme as diretrizes da legislação vigentes dos programas e serviços sócio-assistenciais e do projeto político pedagógico.
b) Selecionar meios adequados (metodologias) em função dos princípios adotados.
c) Avaliar as atividades segundo os critérios adotados (Plano estratégico,  Plano Político Socioassistencial da Instituição, Plano anual, Plano de aula).
d) Atuar as práticas socioeducativas com o envolvimento e a participação de toda a Equipe.
e) Elaborar relatórios, registros mensais e anuais para acompanhamento da ação.
f) Elaborar o Projeto Político Pedagógico de cada serviço.
 
 
PRINCÍPIO XVII – O ILEM dentro da sociedade organizada intervém e participa nas políticas públicas interagindo com o Estado através do Controle Social , da Participação Popular e da integração na Rede Socioassistencial.
 
 
DIRETRIZES:
a) Realizar planejamento das ações a curto, médio e longo prazo.
b) Registrar e atualizar informações.
c) Elaborar diagnósticos, identificar prioridades, monitorar e avaliar situações e serviços.
d) Publicizar e socializar dados de atendimento socioassistencial.
e) Construir indicadores para a avaliação dos serviços socioassistencais com a participação dos usuários.
f) Participar nos Conselhos, nos Fóruns e nos Espaços Socioassistenciais da equipe técnica, educadores e educandos.
g) Ser transparente no orçamento, com apliacação de recursos conforme os indicadores de vulnerabilidade e risco, em busca de resultados positivos.
h) Capacitar permanentemente os trabalhadores e gestores responsáveis pelo Sistema de Informação, Monitoramento e Avaliação.
i) Fortalecer a relação democrática entre entidade filantrópica privada e governo.
j) Apoiar as iniciativas da comunidade local, nacional ou internacional que visam à promoção e defesa de direitos das crianças, adolescentes e jovens.
k) Buscar a articulação entre as redes socioassistencial e intersetorial, como forma de integração das ações públicas e privadas.
l) Priorizar  intervenções diretas de atenção a crianças, adolescentes e jovens e suas famílias.
m) Combater qualquer expressão de discriminação e exclusão. 
n) Fortalecer o trabalho em rede conforme orientações do SUAS. 
 
PRINCÍPIO XVIII -  A educação socioassistencial tem a responsabilidade direta com a sustentabilidade.
 
DIRETRIZES:
a) Ajudar na formação da consciência crítica sobre a exploração do meio ambiente, respeitando e protegendo a biodiversidade.
b) Desenvolver um espírito de gratidão pelo dom da vida e de humildade quanto ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
c) Educar para a formação de uma consciência ética, solidária e responsável para com todos os seres humanos e o meio ambiente.
d) Trabalhar pela sustentabilidade a partir de ações específicas considerando a realidade local.
 

PLANO POLÍTICO SOCIOASSISTENCIAL DO ILEM

 

1.      FUNDAMENTOS SOCIOASSISTENCIAIS

 

1.1 Concepções fundamentais da ação Socioassistencial

 

1.1.1 Concepção de pessoa, família e sociedade.

 

a)      Pessoa

A pessoa é um ser de relações que se constrói na interação com o mundo (consigo mesmo, com os outros e com o transcendente). Ser original, único, capaz de desenvolver sua capacidade crítico reflexiva e transformadora.

É um ser social e no convívio comunitário se desenvolve. Traz consigo sua própria cultura, valores e identidade.

 

b)     Família

A Família é tida como uma relação marcada pela identificação estreita e duradoura entre determinadas pessoas que reconhecem entre elas certos direitos e obrigações mútuos. Essa identificação pode ter origem em fatos alheios à vontade da pessoa (laços biológicos, territoriais), ou em alianças conscientes e desejadas (casamento, relação estável, compadrio, adoção) ou em atividades realizadas em comum (compartilhar o cuidado de uma criança ou de um ancião, por exemplo). “Família é o conjunto de pessoas unidas, seja por laços consanguíneos, seja por laços afetivos e/ou de solidariedade; é o “espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias” (PNAS 2004).

Respeitando o referido conceito a fim de não sermos excludentes a partir de nossos valores e princípios, a “família deve ser entendida e vista como espaço de proteção, formação e educação, de amor e perdão, de trocas, de ajuda mútua, de respeito e valorização, de afeto, de paz, de sonhos”... Enfim, um lugar sagrado, seja por laços consanguíneos ou não, é no seio familiar que são transmitidos os valores humanos, morais, sociais e espirituais, os quais servirão de base para o processo de formação e socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. Assim sendo, é fundamental sermos uma bem unida família, como sempre buscou Murialdo.

 

 

c)      Sociedade

Compreendemos por sociedade o grupo de pessoas organizadas que convivem e se relacionam dos mais diversos modos e culturas. É possível através da ação social, construir uma sociedade onde a convivência entre as pessoas seja pacífica e agregadora. É pela educação que se possibilita o pensar e o agir crítico em sociedade. Enquanto obra social, desejamos que o educando tenha como horizonte uma sociedade capaz de valorizar a pessoa, as relações de gênero, o trabalho e a solidariedade.

 

 

1.1.2 Concepção de educação socioassistencial

 

A educação sociassistencial é um processo que ajuda a pessoa a constituir-se enquanto ser humano. E nesta perspectiva ajuda na transformação da sociedade numa condição mais humana e solidária. A educação sociassistencial é uma proposta pedagógica coletiva (entre toda comunidade educativa – educadores, educandos, família) que leva os atores envolvidos no processo educativo a construírem e reconstruírem saberes para a formação de cidadãos críticos-reflexivos e sujeitos protagonistas de seu agir e que busquem a emancipação de suas vulnerabilidades.

A educação busca instruir os indivíduos à prática da ética e da cidadania, assegurando a cada indivíduo sua participação plena na sociedade. É o resultado de um fazer coletivo, através da cumplicidade na construção de saberes que levem a formação de sujeitos críticos-reflexivos.

 

A educação sociassistencial entende que a pessoa torna-se protagonista da sua própria história. É na interação, na relação coletiva que as pessoas vão humanizando o mundo, produzindo cultura e sendo capazes de intervir na realidade através da participação social.

 

A educação sociassistencial prima pela promoção e a preservação de todo ser vivo. Por meio de ações pedagógicas o respeito as diversidades e as culturas tornam-se realidade.

 

A educação socioambiental é refletida, discutida e vivenciada nos ambientes educativos. Desta forma são transmitidos conhecimentos de preservação e conservação do meio ambiente e natureza, estimulando a convivência e o respeito entre as pessoas. É fundamental a proposição de ações práticas para que a sustentabilidade seja realidade concreta nas instituições, bem como na formação pessoal dos beneficiários.

 

 

1.1.3 Concepção de educando (Criança,  Adolescente, Jovem)

 

O Educando está em constante processo de desenvolvimento por ser uma pessoal  ser social dotado de relações sociais e inserido num contexto social. Desta forma todos são educandos na medida em que estão em processo de aprendizagem.

 

 É importante também considerar que cada pessoa atravessa ao longo de sua vida por fases do desenvolvimento físico e psicossocial e que estas fases interferem no processo de desenvolvimento. Vale ressaltar a infância e a adolescência, tendo em vista que esse é o perfil da maior parte do nosso público de beneficiários da ação social. A infância e a adolescência apresentam fases distintas e particularidades que precisam ser conhecidas e respeitadas. Cabe ressaltar, que somente no século XX, com os avanços da medicina, das ciências jurídicas, das ciências pedagógicas, sociais e psicológicas que são descobertas a especificidade da criança e do adolescente e a necessidade de formular seus direitos, que passam a ser tidos como em condição peculiar de desenvolvimento. 

    Educando enquanto pessoa em condição peculiar de desenvolvimento necessita de cuidados do educador. “Cuidamos do mais importante da sociedade: as crianças, e o mais valioso nas crianças: o coração.” Ela necessita da interação com o grupo e da construção de limites, para apropriar-se do mundo que a cerca e para descobri-lo através da aprendizagem.

Para os educadores da Ação Social Murialdo a criança, o adolescente, o jovem deve ocupar lugar de destaque em tudo o que for pensado e proposto na prática socioeducativa.

   O adolescente e o jovem, por sua vez, continuam precisando de cuidado e da orientação do educador. Ele busca referências para a sua ação e descoberta do mundo. Está num processo de construção de identidade e autonomia. Apresenta muito potencial cognitivo, porém as transformações hormonais e psicossociais não podem ser ignoradas em seu processo de maturação.

  O educando vai aos poucos compreendendo que é sujeito de direitos e deveres, assumindo gradativamente responsabilidades próprias de quem foi educado para ser cidadão, exercendo sua cidadania no dia-a-dia. O educando, ao deixar nossa instituição, deverá ter atitudes solidárias frente às realidades sociais, construindo novas relações através da responsabilidade social e do protagonismo, pois só pode educar o coração quem tem o coração educado.

 

1.2 Perfil da ação sociassistencial

 

1.2.1 Filosofia política da ação socioassistencial do ILEM

 

  Nas obras sociais a mística é o motor que move, um princípio que unifica a vida, que motiva, que a dirige, que dá sentido em todos os aspectos. É preciso oportunizar ao educando assimilar valores essenciais a vida.

  O amor, a solidariedade, a empatia, são princípios suliadores da filosofia da ação socioassistencial, atenta aos “sinais dos tempos”.

Busca-se o desenvolvimento integral do ser humano na construção de uma sociedade mais  justa e humanitária.

  A educação social precisa ser instrumento de promoção do protagonismo do público atendido. Este protagonismo precisa ser estimulado, mediado, vivenciado, aplicado em nosso cotidiano.

 

1.2.2 Identidade dos Espaços Sociais

 

 

  Nas Obras Sociais Murialdo todos os espaços que possuemcaráter pedagógico, sirvam como ambiente saudável para que as crianças, adolescentes e jovens possam se desenvolver de forma integral.

   Murialdo dizia: as crianças e jovens devem “rezar, brincar e estudar”. Logo, toda obra social deve reservar espaços agradáveis para o cultivo da espiritualidade, respeito ao “estado laico”, para o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, para o permanente aprendizado, e para a convivência e fortalecimento de vínculos.

   As atividades socioeducativas caracteriza-se pelo aprendizado através do lúdico, das expressões culturais (musicalização, teatro, dança, circo, dentre outras), do esporte e lazer, da qualificação e do trabalho protegido. Assim sendo, as atividades “oficinas” realizam-se em espaços condizentes para tal, sendo acolhedores, acessíveis, ter identidade visual (logo marca), segurança, serem organizados e conservados de acordo com o público atendido e a legislação vigente.

 

1.2.3 Perfil do Educador

 

O Educador Social Murialdino, é responsável por criar e fortalecer vínculos; qualificar; sendo referência para as crianças, adolescentes e jovens. É aquele que volta sua atenção e cuidado às crianças, adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social e pessoal, mediando o seu desenvolvimento integral através da pedagogia do amor.

Sendo assim, o Educador Murialdino:

a)      Exerce a liderança com humildade, dentro da ética e moralidade com capacidade de acolher as inquietudes das crianças, adolescentes e jovens: sabe ouvir, sabe acolher, sabe amar e respeitar.

b)      Desenvolve uma educação integral – “Educação do Coração” - fundamentada na pedagogia do amor e do diálogo  criando um clima de familiaridade sendo “amigo (a), irmão (ã) e pai (mãe).

c)      Guia-se pelos direitos humanos, em direção de um mundo de fraternidade, justiça e paz.

d)      É competente para dar resolução ética a problemas e conflitos comuns a faixa etária dos usuários atendidos. Assim, educando mais pelo exemplo que pelo discurso.

e)      Promove atitudes de colaboração, de trabalho em equipe e de participação democrática.

f)       Participa das reuniões de equipe para o planejamento das atividades, avaliação de processos, fluxos de trabalho e resultado;

g)      É capaz de gratuidade e generosidade na sua missão educadora.

h)      Sente-se parte da "bem unida família educativa" em atitude de diálogo, colaboração e otimismo.

i)        Sabe dar e receber feedback.

j)        É ético na condução do processo educativo, assumindo os erros e limitações como possibilidade de crescimento.

k)      Percebe, respeita e valoriza a unicidade a as potencialidades de cada educando; motivando-o para o gradual crescimento na formação de sua personalidade.

l)        Está comprometido com a vida, o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente.

m)   Cuida de sua saúde física, psicológica e espiritual.

n)      Observa e empenha-se para crescimento e manutenção do Projeto Político Pedagógico Socioassistencial das obras sociais do ILEM.

 

1.2.4 Perfil da Equipe Técnica e Administrativa

 

A da Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo deve contar com Equipe Técnica Administrativa constituída por profissionais técnico-administrativos competentes e qualificados no desenvolvimento do seu trabalho. A formação acadêmica, a capacitação continuada, o espírito solidário, o cultivo de valores transcendentes e a valorização das relações humanas para a defesa e garantias de direitos de crianças, adolescentes e jovens serão critérios fundamentais na formação das equipes técnico-administrativas de nossas Obras.

Como educadores sociais denominam-se todos os membros do contexto de serviços de atendimento da rede, cabendo-lhes como requisitos às funções os itens abaixo listados e ainda outros conforme função e formação técnica específica. Requisitos do perfil da Equipe Técnica Administrativa:

a)      Competências técnicas da função: conhecimento teórico e prático de conceitos fundamentais dos serviços sócioassistenciais, habilidades técnicas para elaboração de relatórios, preparação de apresentações, avaliação de projetos e estudos de caso, em observância as atribuições de cada cargo ou função, habilidade de administração organização e planejamento do tempo e atividades profissionais, habilidade comunicativa, crítica e conscienciosa que promova a defesa de idéias, a articulação, argumentação e proposições frente à tomada de decisões.

b)      Competências interpessoais como: empatia, flexibilidade, proatividade, disponibilidade na prática diária profissional, discrição, bom humor, capacidade de trabalho em equipe, capacidade de gerenciar, conflitos e pressões do fazer profissional.

c)      Motivação e disponibilidade para busca constante de aperfeiçoamento, conhecimento, criatividade e inovação.

 

 

1.2.5 Perfil da Socialização – Regras de Convivência

 

A sociedade se organiza através de regras e seu cumprimento. As regras, por sua vez, respeitam os direitos de cada cidadão e promovem a convivência pacífica e libertadora.

            As Obras Sociais Murialdo entendem a disciplina como a organização democrática do cumprimento dos deveres e da prática dos direitos de cada profissional, educando ou pessoa que fizer uso de nossos serviços. O estímulo à convivência saudável, ao tom de voz adequado, ao uso de roupas condizentes ao espaço, o respeito mútuo e o zelo pelas dependências são exemplos de regras de convivência no cotidiano institucional.

As Regras de Convivência vistas como normas de conduta, limites e diretrizes contribuirá para que todos - os envolvidos nos serviços prestados - possam  conviver com tranqüilidade e harmonia, respeitando a diversidade humana nas suas várias dimensões e efetivando a inclusão social de acordo com a missão da Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo.

 

Por isso uma proposta de Regras de Convivência da rede devem:

a)      Utilizar o diálogo como instrumento de transformação dos usuários do serviço, familiares e comunidade, consolidando uma ação educativa e preventiva pautada na Pedagogia do Amor e seus desdobramentos.

b)      Conscientizar os usuários dos direitos e deveres de cada membro social, promovendo a cidadania e a responsabilidade pessoal e social.

c)      Criar e fortalecer vínculos através da relação e convivência entre serviço e usuários diretos e indiretos.

d)      Educar para a autonomia e auto-responsabilidade, confirmando os valores propostos nas regras de convivência e nas diretrizes institucionais.

e)      Promover a inserção da família, responsáveis e comunidade no processo de formação de valores e na superação de desafios inerentes ao contexto do público atendido.

f)       Usar uma linguagem clara e coerente de acordo com as normas e diretrizes estabelecidas pela Rede Sócio Assistencial do Instituto Leonardo Murialdo (colaboradores e direção).

g)      Providenciar os devidos encaminhamentos técnicos e profissionais dos usuários conforme necessidades pessoais e/ou específicas.

h)      Proporcionar o cumprimento às responsabilidades do usuário em manter-se assíduo, ativo e em observância às regras e normas do serviço. Em casos de não adesão às atividades dos serviços ou mesmo evasão, dar o encaminhamento disciplinar necessário, sem expor o usuário à situações constrangedoras.

i)        Definir e orientar todos os envolvidos no serviço sobre as regras de convivência a serem seguidas.

j)        Qualificar e preparar para o mundo do trabalho com vista ao trabalho protegido.

 

 

 

1.2.6 - Perfil da Avaliação

 

a)      Acompanhamento

 

A Ação Social Murialdo compreende por avaliação todo o processo de acompanhamento do desenvolvimento físico-psiquico-social do educando. Da inclusão do educando em nossos serviços, projetos e programas sociais até a sua saída, temos o dever de acompanhar seu desenvolvimento, evolução e superação das vulnerabilidades.

Desenvolvemos intervenções de forma continua e sistemática no processo socioeducativo, com objetivos a serem alcançados, através de mediações nas relações, compreendendo o contexto sociofamiliar. Tal processo implica numa reflexão crítica sobre a prática, no sentido de identificar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar o planejamento de intervenções para superar os desafios. Para isso, utiliza-se de práticas objetivas, e também a análise das situações subjetivas que possam interferir no processo de desenvolvimento psicossocial, de socialização e convivência do educando na sociedade.  Nas práticas objetivas, utiliza-se de critérios como a assiduidade, participação e engajamento dos educandos, educadores e familiares com o Projeto Político Socioassistencial. Já nas práticas subjetivas utilizam-se de instrumentos que propiciem uma reflexão sobre a realidade, construir novos projetos de vida e transformando as relações familiares e comunitárias.

 

b)     Processos de Avaliação

 

A avaliação consiste na reflexão do processo, com a finalidade de analisar os resultados e impactos em relação ao objetivo inicialmente traçado, de forma a dar subsídio para o planejamento e aperfeiçoamento dos Serviços/Programas e Projetos.

            A avaliação tem papel fundamental para o incremento das ações realizadas em cada programa e projeto social.

            Para produzir resultados concretos, que possam melhorar a concepção de atividades futuras, é preciso avaliar a eficácia de intervenções alternativas e aumentar a responsabilidade pelo resultado, assim atingindo os objetivos propostos.

A avaliação deve contar com a participação de todos envolvidos no processo, educadores, educandos, suas famílias, ocorrendo de forma democrática e participativa.

Avaliar a eficácia dos programas socioassistenciais é uma forma de mensurar os resultados do trabalho desenvolvido, como também, proporcionar um momento de reflexão aos educandos, familiares e educadores, de modo a estimular o desenvolvimento de sujeitos protagonistas de suas histórias e da transformação de uma sociedade solidária.

 

 

c)      Quanto a critérios de monitoramento e avaliação

 

Monitoramento compreendido como o acompanhamento contínuo, cotidiano na execução das ações, em relação aos seus objetivos e metas, de modo a gerar informações que permitam a tomada de medidas corretivas para aprimorar a operacionalização dos programas/serviços.

            Os processos de avaliação e monitoramento devem ser utilizados para a resolutividade das ações, para avaliar a qualidade dos serviços/programas e os processos de trabalho. Assim, o planejamento de reuniões periódicas com as equipes de trabalho permite a construção coletiva de critérios claros de monitoramento e avaliação de cada serviço e programa social.

Avaliar a eficácia dos programas socioassistenciais é uma forma de mensurar os resultados do trabalho desenvolvido, como também, proporcionar um momento de reflexão aos educandos, familiares e educadores, de modo a estimular o desenvolvimento de sujeitos protagonistas de suas histórias e da transformação de uma sociedade melhor, justa e solidária.

O acompanhamento deve ser efetuado a partir de indicadores concretos e de acompanhamento dos serviços.

Realizar efetivamente a vigilância social.

 

 

1.2.7 Perfil da Educação – “Educação do Coração”

 

A proposta de Murialdo da “educação do coração” foi fundamentado sobre uma ideia do bispo francês Felix Dupanloup (1802-1878: “a tarefa do educador é confiado o que há de mais precioso na sociedade, ou seja, as crianças; aquilo que há de mais precioso nas crianças, o coração. Não tanto o externo, o comportamento visível, o trabalho, a escola, mas o interno, o coração, a religião e a educação dos sentimentos”). (Scritti di Murialdo, IV, p. 326)

Educar o coração é educar para o humano: é humanizar. É favorecer para que a pessoa se transforme e desenvolva suas potencialidades, assuma valores, abra-se para a solidariedade e comprometa-se como cidadã na construção da sua comunidade. Não se trata de uma educação superficial, pelo contrário, quer atingir o íntimo dos educandos. Educar o coração, portanto, é educar a pessoa inteira.

Na teologia, o coração é o lugar da misteriosa ação de Deus na pessoa. É onde acontece a experiência do religioso, da moral. É o centro da pessoa.

 “Os jovens de hoje serão os cidadãos de amanhã. Como hoje são educados, assim serão na sociedade. Se fizerdes os jovens crescerem, instruídos, virtuosos, piedosos, educados, tereis amanhã cidadãos sábios, virtuosos, artesãos, honestos... Se, contentes com dar conhecimentos científicos à mente, e não lhes educardes o coração e os deixardes privados de princípios religiosos, tereis anarquistas”. (Murialdo)

“É um grande dom de Deus ter um belo caráter, ter um bom coração. E tem um bom coração quem é de coração afetuoso, terno, que sabe querer bem, que é gentil com os outros e sabe ajudá-los”. (Murialdo)

Por isso, compreendida como um conjunto de ações e princípios, a “Educação do Coração”:

 

a)      É um gesto profundo de amor. Um amor que se faz acolhida, presença, escuta e afeto, que cura as feridas e acompanha paciente e gradualmente o crescimento até a maturidade, na qual o jovem é protagonista.

b)      É o amor que faz entender que os erros são como possibilidades novas de acolhida, de descobertas e de oportunidades para o crescimento.

c)       É mostrar os caminhos, apontar saídas; ajudar o educando a perceber-se como uma obra de amor.

d)      É fazer com que os educandos descubram nos educadores alguém que, ao ensinar, quer amar. Assim, a educação passa a ser um processo de aprendizagem mútua, cheia de ternura, de bondade, fundamentada no diálogo.

e)      É Fundamentada na certeza profunda, descoberta por Murialdo, de que Deus nos ama com amor "infinito, pessoal, atual, terno e misericordioso".

f)        É levar o educando a ter um olhar mais cuidadoso para o com próximo e o meio ambiente.

g)      É refletir e participar da construção de uma sociedade solidária.

h)      É comprometer-se com a formação crítica, por meio de processos participativos e relações democráticas.

i)        É instrumentalizar o educando para lidar com os avanços tecnológicos e para o mundo do trabalho.

j)        É elevar a autoestima e desenvolver a resiliência.

k)       É fazer com que educadores e educandos sejam pessoas de respeito mútuo e usem as “palavras assertivas” em suas interlocuções.

 

 

1.2.8 Perfil dos educandos que se pretende formar

 

Os educandos devem desenvolver :

a)      Capacidade de análise da realidade para identificar as necessidades reais e buscar possíveis soluções;

b)      Autoconfiança e auto-estima;

c)      O protagonismo;

d)      O pertencimento social e comunitário;

e)      A primazia da vida humana sobre os aspectos materiais (priorizando o ser sobre o ter);

f)       O senso crítico;

g)      A capacidade de mediar conflitos;

h)      Suas ações e relacionamentos na ética, na moralidade e na justiça;

i)        A autonomia;

j)        A participação social e cidadã.

 

 

 

2.      PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO INSTITUTO LEONARDO MURIALDO

 

 

TEMA 1 – PRIORIDADE DE ATENDIMENTO E ACESSO A BENEFÍCIOS

 

PRINCÍPIO I : Supremacia ao atendimento considerando a vulnerabilidade , risco social  e pessoal,  e  situação  socioeconômica.

 

 DIRETRIZES:

a)         Acessar e usufruir de serviços, projetos e programas de qualidade.

b)        Ter atenção voltada às necessidades sociais, considerando  a vulnerabilidade e risco social e pessoal, e a violação de direitos como critério para atendimento.

c)         Observar a situação socioeconômica  como fator a ser considerado na seleção dos usuários.

d)        Orientar as famílias e  usuarios quanto a garantia de direitos e deveres.

e)        Encaminhar a Rede Socioassistencial e as demais políticas públicas.

 

PRINCÍPIO II: A centralidade do atendimento do ILEM é a criança, adolescente, jovem e seus núcleos familiares.

 

DIRETRIZES:

a)         Observar a individualidade e as particularidades de cada usuário e seu núcleo familiar, bem como seu contexto socioeconômico e cultural.

b)      Dar a atenção aos usuários e suas famílias promovendo uma educação compartilhada e comprometida.

c)      Promover ações que oportunizem o fortalecimento de vínculos e a convivência entre usuários, família, instituição e comunidade.

d)      Preparar para o mundo do trabalho e para o trabalho protegido.

 

 

TEMA 2 – PEDAGOGIA DO AMOR E PRÁTICAS SOCIOASSISTENCIAIS

 

PRINCÍPIO III:  A prática educativa socioassistencial é um processo de comunhão, interação  e participação.

 

DIRETRIZES:

a)      Envolver educadores e educandos no processo de construção da política socioassistencial.

b)      Incentivar o educando para assumir responsabilidades.

c)      Aprender a respeitar o processo de crescimento das crianças / adolescentes / jovens: a evolução do seu método de aprendizagem, a aquisição de convicções, a liberdade em suas ações;

d)      Saber conviver no desenvolvimento de atividades educativas com as crianças, adolescentes, jovens e suas famílias: ser “amigos, irmãos e pais”.

e)      Participar efetivamente na programação, realização e avaliação dos serviços e programas sócio-assistenciais.

f)       Educação para a solidariedade, para ações que produzam o trabalho em rede, capazes de sobrepor-se a práticas fragmentadas.

g)      Educar para o cooperativismo, empreendedorismo e qualificação profissional.

h)      Garantir o acesso ao ensino regular (combate a evasão escolar).

i)        Exercitar a vivência social: ética, dicção clara, linguagem adequada, postura,  cuidados pessoais, respeito e ajuda mútua para lidar de forma construtiva com limites/potencialidades e dificuldades/superação.

j)        Desenvolver o respeito e cuidado com a vida de si próprio, do outro em sua dignidade, bem como do meio ambiente.

 

 

PRINCÍPIO IV: A formação e o desenvolvimento da consciência crítica é de grande valor para o exercício da cidadania e combate a massificação.

 

DIRETRIZES:

a)      Desenvolver uma postura crítica reflexiva em relação aos meios de comunicação social, bem como frente a sociedade consumista, individualista e utilitarista, refletindo com o educando, a família e a instituição.

b)      Ampliar o acesso as informações principalmente no que se refere ao reconhecimento de direitos e deveres do ser humano na sociedade.

c)      Promover atividades que possibilitem, além do desenvolvimento da consciência crítica, uma postura cidadã e participativa.

d)      Fortalecer conceitos como democracia, direitos humanos, civis e políticos, respeito por si e pelo outro na busca de uma sociedade mais democrática e igualitária.

 

PRINCÍPIO V: A educação integral  busca a síntese entre fé, política, ciência, cultura e vida.

 

DIRETRIZES:

a)      Reconhecer e valorizar as potencialidades de cada indivíduo, respeitando sua história e realidade social.

b)      Fomentar conceitos como solidariedade, espiritualidade e fraternidade visando a formação humana e desenvolvimento pessoal das crianças, adolescentes e jovens.

c)      Apoio sistemático a uma educação integral e voltada para a vida.

d)      Formação, especialmente do educador, para o sentido da vida e seus valores.

e)      Conscientização e formação política.

f)       Orientar e oportunizar a participação em espaços de política pública para a criança, adolescente e juventude.

g)      Valorizar e participar dos espaços culturais dentro e fora da Instituição para formação cidadã.

h)      Oportunizar aos educandos de forma ecumênica momentos de expressão e vivência espiritual.

 

 

PRINCÍPIO VI: A educação para afetividade e sexualidade ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais das crianças, adolescentes e jovens visando o respeito a diversidade de gênero, etnia e raça.

 

DIRETRIZES:

a)      Partir do pressuposto de que as emoções são parte do processo da formação humana.

b)      Oportunizar um espaço de discussão e reflexão sobre a diversidade de gênero, etnia e raça.

c)      Respeitar e valorizar a diversidade de crenças  e valores de cada ser humano.

d)      Desenvolver e/ou aprimorar as habilidades sociais para uma convivência pautada no respeito.

e)      Trabalhar com as diferenças criando maneiras de inclusão e igualdade, sem discriminação e pré-conceito.

 

PRINCÍPIO VII: A arte, o lúdico, o lazer e o esporte são elementos que contribuem para a socialização, interação, inclusão e intervenção socioassistenciais.

 

DIRETRIZES:

a)      Promover, acompanhar e avaliar dos educandos nas atividades esportivas, artísticas e culturais.

b)      Desenvolver potencialidades, habilidades e talentos através de atividades artísticas, esportivas e culturais.

c)      Estudar, conhecer, vivenciar e memorizar os valores culturais de sua região.

d)      Delegar funções de animador e organizador de jogos grupais.

e)      Despertar para a criatividade e mútua colaboração.

f)       Incentivar a prática de leitura de uma forma criativa e agradável (hora do conto; lendo e brincando...)

g)      Praticar regularmente essas atividades para a promoção da saúde, bem estar, confiança e autoestima.

h)      Preparar para o mundo do trabalho.

i)        Qualificar e promover a aprendizagem profissional.

 

 

TEMA 3 – FORMAÇÃO CONTÍNUA  E “ATENÇÃO AOS SINAIS DOS TEMPOS”

 

PRINCÍPIO VIII: A  inovação e a capacitação contínua são indispensáveis para a qualificação dos serviços prestados e aperfeiçoamento metodológico.

 

DIRETRIZES:

a)      Incentivar e apoiar à inovação e à renovação constante dos métodos e técnicas.

b)      Equipar os espaços com inovações e ferramentas tecnológicas.

c)      Orientar para o espírito de busca, de pesquisa e de conhecimento.

d)      Promover constantemente a avaliação, a auto-avaliação e o replanejamento.

e)      Ter disposição para a aquisição de novas experiências.

f)       Confrontar das contradições e conflitos  à luz dos valores humanos e da filosofia da Instituição.

g)      Buscar uma constante atualização intelectual e profissional, fundamentada nos princípios éticos e institucionais.

h)      Interpretar e reler a realidade com senso crítico para acolher os novos desafios e apontar para soluções criativas.

i)        Educar para a imprevisibilidade, o inesperado, e superação das desproteções e violações de direitos.

j)        Qualificar os colaboradores à partir de um plano de formação interna bem definido e também apoiando sua capacitação em espaços externos conforme área de atuação.

k)      Incentivar a participação em Cursos a Distância  - EAD Murialdo.

l)        Atualizar constantemente o acervo da biblioteca.

 

PRINCÍPIO IX: O educador social é facilitador e provocador no processo de convivência, ensino-aprendizagem e avaliação.

 

DIRETRIZES:

a)      Ser prudente e ético nos atos e nas palavras, transmitindo alegria e positividade.

b)      Usar estratégias de aproximação com tom de voz adequado e equilíbrio e de forma gradual.

c)      Utilizar métodos que promovam o protagonismo do educando.

d)      Estimular a boa convivência e o respeito a diversidade.

e)      Usar a prática pedagógica que incentive à descoberta e a construção do saber, e que provoque a reflexão, a compreensão e a transformação da realidade.

f)       Proporcionar momentos de reflexão, de avaliação e auto-avaliação, de apontar soluções e/ou propostas para melhoria da convivência e aprendizagem.

g)      Adequar a linguagem, o conteúdo e a metodologia ao meio sócio-econômico e cultural do educando.

h)      Participar de momentos formativos promovidos pela rede de proteção dos Direitos das Crianças e Adolescentes, para aprimoramento da metodologia e adequações conforme sistema de avaliação e monitoramento.

 

PRINCÍPIO X – A educação sócioassistencial de qualidade está no ‘aprender a conhecer’, no “aprender a fazer”, no “aprender a conviver” e principalmente no “aprender a ser” que é fruto do desenvolvimento integral da  pessoa nas dimensões do corpo, psique e espírito.

 

DIRETRIZES

a)         Tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente.

b)        Educar para uma postura crítica diante da cultura massificada, vulgarizada e banalizada.

c)         Educar para o uso dos sentidos, pois o prazer dos sentidos só existe na justa medida; tudo que é exagerado gera desprazer.

d)        Desenvolver o sentido e as expressões para as janelas da beleza, da estética e da poesia.

e)        Desenvolver a sensibilidade solidária: olhar com atenção, respeitar e fazer o bem ao outro.

f)         Desenvolver a auto-confiança e o poder pessoal através do conhecimento de si mesmo, do controle e da responsabilização no campo das emoções, do saber fazer escolas e  do lidar com os problemas de forma positiva e construtiva.

g)      Desenvolver o “bem querer” e o amor  como elementos de coesão e formação da equipe educativa o amor à criança, adolescentes e jovens e à missão educativa.

h)        Atenção e cuidado com as necessidades básicas e fundamentais do ser humano.

i)          Acentuar o valor do “ser” pela descoberta de si, de seus talentos, de suas possibilidades nos diferentes campos da estética, do saber, das artes, das habilidades, das técnicas, das relações humanas.

j)          Ajudar a ver e perceber o ser humano como único, portador de valores e dons, com a missão de cuidar e zelar por todas as coisas.

 

 

PRINCÍPIO XI - A valorização profissional da categoria é uma conquista contínua de cada educador e do conjunto das ações de sua equipe.

 

DIRETRIZES:

a)      Acompanhar as condições físicas e emocionais dos educadores.

b)      Desenvolver uma boa comunicação e diálogo, de forma constante,  entre gestor e colaborador acerca de seu desempenho, como oportunidade de escuta e avaliação em vista da qualificação profissional.

c)      Manter política salarial em consonância com os princípios da obra social e o mercado local (Plano de cargos e salários)

d)      Incentivar e contribuir para a capacitação permanente dos colaboradores.

e)        Fazer seleção de pessoal qualificado e de acordo com a filosofia da Instituição.

f)       Delegar funções e tarefas em espaços estratégicos da instituição, envolvendo a equipe educativa e profissionais competentes.

 

 

TEMA 4 – INTEGRAÇÃO “BEM UNIDA FAMÍLIA – FAMÍLIA EDUCATIVA”

 

PRINCÍPIO XII – A unidade e reciprocidade de pensamento, de ação e de amizade propicia a formação e fortifica a família educativa.

 

DIRETRIZES:

a)      Buscar o conhecimento recíproco e personalizado  e o diálogo aberto entre os integrantes da equipe  educativa, qualifica a acolhida do educando.

b)      Ser presença educativa no convívio com os educandos.

c)         Ter planos de trabalho/ação como garantia de  atendimento socioassistencial de qualidade aliada a pedagogia do amor.

d)        Envolver famílias dos educandos na ação educativa;

e)        Favorecer momentos de convivência informal entre os colaboradores.

f)         Celebrar datas importantes, vitórias e conquistas da equipe.

g)         Ser um colaborador que acolhe o outro e se interessa em formar equipe.

h)        Fazer da avaliação pessoal uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento de habilidades e competências.

i)          Ter equilíbrio na dimensão humana/afetiva, expressando doçura nos sentimentos, nas palavras e no trato,  e sendo paciente, na certeza que Deus acolhe a todos com ternura e amor misericordioso.

 

PRINCÍPIO XIII – As ações socioassistenciais visam contribuir para o exercício de  experiências vinculantes e solidárias e ao ao mesmo tempo de autonomia.

 

DIRETRIZES:

a)         Oportunizar e vivenciar experiências  que contribuam para a construção de projetos de vida individuais e coletivos.

b)        Educar para a capacidade de administrar conflitos, divergências, situações que gerem violência, compartilhando outros  modos de pensar, agir e atuar.

c)         Ajudar na descoberta do valor próprio e do valor do outro.

d)        Assegurar informações sobre direitos e deveres sociais, civis e políticos.

e)        Desenvolver a arte e o esporte em equipe como facilitadores da integração e obtenção de objetivos comuns.

f)       Praticar a disciplina preventiva e dialogante como ato contra a dispersão, desintegração e exclusão.

g)      Sensibilizar os educandos para a prática de atitudes de inclusão e de igualdade, sem discriminações, preconceitos ou exclusões da vivência grupal.

h)      Buscar desenvolver a solidariedade em favor de lutas por mais democracia, igualdade, respeito aos direitos humanos e às diferenças.

 

 

 

TEMA 5 - DISCIPLINA

 

PRINCÍPIO XIV: Para uma boa convivência e um processo educativo eficiente e eficaz é  condição primordial  a disciplina, que se expressa principalmente na definição das competências e normas institucionais, expressas com flexibilidade.

 

DIRETRIZES:

a)      Fomentar entre os educandos e comunidade em geral atitudes de respeito aos educadores, funcionários e colegas no ambiente educativo.

b)      Educar para a escuta e interação lembrando da premissa de São Leonardo Murialdo: “O barulho não faz bem, e o bem não faz barulho”.

c)      Estabelecer regras claras e objetivas para facilitar a convivência, com um pacto fundamentado nos princípios da ética social.

d)      Deixar claro as normas acerca dos serviços sociais prestados na Instituição.

e)      Envolver a família na resolução de questões que dizem respeito à ética do comportamento e às condições físico-psicológicas dos educandos.

f)       Solicitar o acompanhamento da família no cumprimento de regras de convivência.

g)      Utilizar o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8069/1990) como ferramenta na aplicação de normas e sanções da conduta adequada nas obras sociais.

 

 

TEMA 6 – PROTAGONISMO, CONTROLE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE

 

PRINCÍPIO XV:  O protagonismo infanto-juvenil desenvolvido nas obras sociais do ILEM se concretriza através de criação de espaços e condições capazes de envolvê-lo em atividades direcionadas à solução de problemas reais, atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso.

 

DIRETRIZES:

a)      Envolver os educandos na construção das normas e regras da Instituição.

b)      Desenvolver conteúdos e atividades nos programas e serviços socioassistenciais que levem o educando a ser protagonista.

c)      Promover o exercício da cidadania incentivando os educandos à participação em fóruns, conselhos, seminários, campanhas e ações cidadãs em seu próprio bairro e/ou comunidade, (dentre outros).

d)        Estimular a participação da  família nas atividades e eventos realizados na  instituição.

e)        Fomentar  a responsabilidade e o compromisso do  núcleo  familiar como espaço de  acolhida, convívio e autonomia.

f)       Conscientizar os colaboradores sobre seus direitos e deveres como agentes de transformação da sociedade.

g)      Educar para o exercício da liberdade responsável.

 

PRINCÍPIO XVI: A ação socioassistencial é planejada e organizada de forma coerente com os princípios  da Instituição e Legislação Vigente.

 

DIRETRIZES:

a)      Elaborar de planos de cada ação  conforme as diretrizes da legislação vigentes dos programas e serviços sócio-assistenciais e do projeto político pedagógico.

b)      Selecionar meios adequados (metodologias) em função dos princípios adotados.

c)      Avaliar as atividades segundo os critérios adotados (Plano estratégico,  Plano Político Socioassistencial da Instituição, Plano anual, Plano de aula).

d)      Atuar as práticas socioeducativas com o envolvimento e a participação de toda a Equipe.

e)      Elaborar relatórios, registros mensais e anuais para acompanhamento da ação.

f)       Elaborar o Projeto Político Pedagógico de cada serviço.

 

 

PRINCÍPIO XVII – O ILEM dentro da sociedade organizada intervém e participa nas políticas públicas interagindo com o Estado através do Controle Social , da Participação Popular e da integração na Rede Socioassistencial.

 

 

DIRETRIZES:

a)         Realizar planejamento das ações a curto, médio e longo prazo.

b)        Registrar e atualizar informações.

c)         Elaborar diagnósticos, identificar prioridades, monitorar e avaliar situações e serviços.

d)        Publicizar e socializar dados de atendimento socioassistencial.

e)        Construir indicadores para a avaliação dos serviços socioassistencais com a participação dos usuários.

f)         Participar nos Conselhos, nos Fóruns e nos Espaços Socioassistenciais da equipe técnica, educadores e educandos.

g)         Ser transparente no orçamento, com apliacação de recursos conforme os indicadores de vulnerabilidade e risco, em busca de resultados positivos.

h)        Capacitar permanentemente os trabalhadores e gestores responsáveis pelo Sistema de Informação, Monitoramento e Avaliação.

i)          Fortalecer a relação democrática entre entidade filantrópica privada e governo.

j)          Apoiar as iniciativas da comunidade local, nacional ou internacional que visam à promoção e defesa de direitos das crianças, adolescentes e jovens.

k)      Buscar a articulação entre as redes socioassistencial e intersetorial, como forma de integração das ações públicas e privadas.

l)        Priorizar  intervenções diretas de atenção a crianças, adolescentes e jovens e suas famílias.

m)       Combater qualquer expressão de discriminação e exclusão.

n)      Fortalecer o trabalho em rede conforme orientações do SUAS.

 

PRINCÍPIO XVIII -  A educação socioassistencial tem a responsabilidade direta com a sustentabilidade.

 

DIRETRIZES:

a)      Ajudar na formação da consciência crítica sobre a exploração do meio ambiente, respeitando e protegendo a biodiversidade.

b)      Desenvolver um espírito de gratidão pelo dom da vida e de humildade quanto ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

c)      Educar para a formação de uma consciência ética, solidária e responsável para com todos os seres humanos e o meio ambiente.

d)      Trabalhar pela sustentabilidade a partir de ações específicas considerando a realidade local.

 

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